Lanchinho da Meia-Noite

Discurso final de Charlie Chaplin em “O Grande Ditador”

Um dos discursos mais inspiradores da História foi proferido por um comediante…

Transcrição do original:

(Charlie Chaplin):
“I’m sorry but I don’t want to be an emperor. That’s not my business. I don’t want to rule or conquer anyone. I should like to help everyone if possible; Jew, Gentile, black men, white. We all want to help one another. Human beings are like that. We want to live by each others’ happiness, not by each other’s misery. We don’t want to hate and despise one another. In this world there is room for everyone. And the good earth is rich and can provide for everyone. The way of life can be free and beautiful, but we have lost the way.

Greed has poisoned men’s souls; has barricaded the world with hate; has goose-stepped us into misery and bloodshed. We have developed…

Ver o post original 509 mais palavras

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Como Gostais de Aniversários…

Olá, queridos leitores!

Como vão? Espero que bem. Como todos sabem (principalmente os cariocas, hehe), hoje é dia 23 de Abril, Dia de São Jorge. Mas esse não é um fato muito literário sobre o dia, de forma a não ter grande relevância no contexto do blog. (Embora devamos dizer: “Salve, Jorge!). A parte boa é que o dia de hoje tem importância astronômica nesse nosso mundo literário…

Muito provavelmente, no dia de hoje, nasceu um dos maiores gênios da literatura mundial, grande poeta e dramaturgo: William Shakespeare. Digo “provavelmente” porque é “provavelmente” mesmo; não se sabe ao certo sua data de aniversário, somente que foi batizado dia 26 de abril. O mais interessante, porém, é que William Shakespeare morreu no dia 23 de Abril, o mesmo dia em que supostamente teria nascido! (Desnecessário acrescentar que isso contribui significativamente para o mistério de sua existência, isto é, se William sequer existiu).

Retrato de Chandos - imagem de Shakespeare, cujas autoria e autenticidade não são reconhecidas

Vamos, então, aproveitar essa data tão especial para uma nova resenha…

1599 – Um ano na vida de William Shakespeare

Autor: James Shapiro

O livro foca, obviamente, no ano de 1599, um dos mais criativos e frutuosos da vida desse autor, tendo sido nesse período que escreveu Henrique V, Júlio César, Como Gostais e sua obra-prima, Hamlet. O livro, porém, não se contenta em ser apenas uma biografia do ano do autor, não se limita à sua vida, posto que reproduz minuciosamente todo o contexto histórico que o inspirou a escrever inúmeras de suas peças. A obra nos proporciona um amplo retrato da sociedade elisabetana, de seus conflitos políticos e econômicos e nos ensina a entender o que Shakespeare escrevia, relacionando o conteúdo de suas composições à realidade da época.

O livro é absolutamente estupendo! Muitas outras biografias de Shakespeare, ao tentar englobar toda a vida do autor, se perdem e não conseguem compreender o brilho e a genialidade de Will, presentes em cada um de seus trabalhos. Mas, concentrando em um único período, conseguimos ter ideia da dimensão da importância de William Shakespeare, o maior autor da literatura inglesa.

Uma prova de que o livro é maravilhoso é que eu não gostava de Shakespeare antes de lê-lo. Antes de ler essa obra, achava William um autor muito superestimado, afinal, como alguém que escreve uma história sobre dois tolos amantes (“Romeu e Julieta”) merece ser considerado um dos maiores autores da literatura mundial? Contudo, essa é justamente a parte das obras de Shakespeare que não importa – a história. O dramaturgo se apropriou de inúmeras tramas nascidas do íntimo do imaginário e do ideário elisabetanos e as recriou. Essa é a grande jogada. Utilizando-se de histórias conhecidas e populares ou mesmo de narrativas no ostracismo, o homem atualizou enredos ao período em que estava, criticando realidades, fatos, eventos e decretos daquela época turbulenta. Ao decifrarmos suas obras, descobrimos um verdadeiro tesouro historiológico, uma vez que nenhum de seus cenários, personagens e tramas está ali por acaso, de forma arbitrária. Todos os elementos de suas obras têm um desejo e uma necessidade intrínsecos de exprimirem toda uma realidade e uma era, todo o comportamento de uma sociedade inteira. E Shakespeare não faz isso de modo claro e objetivo, mas submete os significados às entrelinhas, deixando-os em nosso subconsciente — basta-nos compreender.

Capa do livro 1599, James Shapiro

Aí entra a obra que estamos resenhando. Por não vivermos naquela época, torna-se mais difícil entendermos essas figuras de que o dramaturgo se utiliza, então James Shapiro nos ajuda a compreender o contexto e nos direciona ao real significado das palavras shakespearianas.

Recomendo demais a leitura desse livro, para quem gosta de Shakespeare, para quem não gosta, para quem quer conhecer melhor sua obra ou para quem quer entender mais sobre a época. Espero que gostem e feliz aniversário, William!

Não esqueçam de curtir a página do biblionphilia no Facebook!

Sua etc,

Ms Reads

O aniversariante do dia - parabéns!

P.S.: James Shapiro, o autor do livro “1599 – Um ano na vida de Shakespeare” estará na edição de 2012 da FLIP – Feira Literária Internacional de Paraty. Ms Reads morrendo de vontade de ir… 😉

3 Comentários

Arquivado em Uncategorized

Sobre o dia internacional do livro infantil, ontem dia 02 de abril! Muito legal!

Lanchinho da Meia-Noite

Hoje é comemorado o Dia Internacional do Livro Infantil! Senti falta de um Google Doodle… Mas, para deixar aqui a minha homenagem, vou reeditar um dos primeiros posts que escrevi em meu blog, ainda na outra plataforma. Apenas o início será trocado: ao invés de falar sobre “Sangue Azul”, aproveitarei para agradecer.

Ainda que nem todo livro infantil seja um conto de fadas, e nem todo conto de fadas seja infantil, eu não seria a mesma pessoa sem eles. Obrigada a todos os autores de contos e fábulas, especialmente aos irmãos Grimm. E muito, muito obrigada a uma coleção de livros em especial, que eu lia quase todos os dias enquanto era pequena (e leio até hoje): a Encicliopédia da Fantasia, que agora aguarda ansiosa a chegada da minha filha para ser novamente lida e relida.

E, nesses tempos de cinismo e falta de magia, aproveitem a volta da fantasia…

Ver o post original 1.035 mais palavras

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Era uma vez uma criança…

Olá, queridos leitores!

Como estão? Espero que bem desde a última e distante vez em que nos falamos. (Novamente, perdoem-me o atraso em escrever novos posts.) Sem mais delongas, demos início à comemoração de um evento muito interessante…

Bom, talvez vocês não saibam, e eu também não sabia até pouco tempo, mas hoje é o Dia Internacional do Livro Infantil. E isso não é pouca coisa! Livros destinados a crianças, muitas vezes, são o fator determinante para o futuro literário de um indivíduo, ou seja, uma boa experiência literária na infância é uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento do gosto pela leitura e, consequentemente, por transformar realidades, sociedades e mundos, pois como já diria Mário Quintana: “Os livros não mudam o mundo. Os livros mudam as pessoas, as pessoas mudam o mundo”.

Logo, para celebrar essa data tão importante, achei interessante e coerente selecionar alguns dos meus livros infantis preferidos..! Vamos começar?

  • O Planeta Lilás (Ziraldo): Esse livro é absolutamente lindo! Conta a breve aventura de um bichinho demasiadamente pequeno e curioso que decide ir explorar o universo, partindo de sua terra natal, o Planeta Lilás. Durante a viagem, ele descobre outros astros, orbes e mundos e chega a uma conclusão sobre o universo onde mora… Não vou contá-la; é uma história curtinha e muito simpática que vale a pena ser lida. Super recomendo a crianças, desde pequeninas, pois como todo bom Ziraldo, instiga a imaginação, possui ilustrações cativantes e é muito interessante. (Recentemente, pensei em atribuir todo um significado poético e metalinguístico ao livro, mas acho essas interpretações desnecessárias – é um livro infantil, oras! 😉 )

Capa da última edição do livro “O Planeta Lilás”, de Ziraldo

  • A Outra Enciclopédia Canina – Ricardo Azevedo: Essa é uma leitura indispensável a todo aquele que aprecie nossos melhores amigos peludos e de quatro patas. A obra reúne 24 raças caninas, ilustradas pelos mais renomados e talentosos cartunistas e desenhistas, como Mariana Massarini e Eva Funari, descrevendo-as de forma engraçada e descontraída, através de seus estereótipos. Muito divertida!

A Outra Enciclopédia Canina, de Ricardo Azevedo

  • O Menino Sem Imaginação – Carlos Eduardo Paes: Acho que já reli este livro três vezes e leria mais uma, não fosse a pilha infindável de obras que se acumula sobre minha mesinha de cabeceira. Paradidático, é muito usado em escolas e colégios (vem até com aqueles encartes: “Suplemento de Leitura”, que você com certeza conhece) e nem por isso é menos interessante. Ambienta-se durante uma Copa Mundial de Futebol, quando uma pane geral impede todos os televisores de funcionarem. Tavinho, que nos narra a história, desespera-se, pois sua vida é alimentada e abastecida pelos programas de TV aos quais assiste. Em meio à confusão, ele deverá aprender a lidar com a falta dos aparelhos e reaprender a usar sua imaginação, agora atrofiada, com o auxílio da ávida leitora que é sua irmã, do cego Rubens com quem sempre encontra, dentre outros personagens. Mesmo sendo um livro razoavelmente antigo, mantém-se muito atual, incentivando a leitura e o processo imaginativo, tão subestimados com o advento de tecnologias como TVs, video-games e computadores (esses últimos dos quais, confesso, sou vítima…) Leitura maravilhosa!

O Menino Sem Imaginação, de Carlos Eduardo Novaes.

  • Uma Ideia Toda Azul – Marina Colasanti: Mestra dos contos fantásticos, Marina Colasanti possui uma coletânea de contos para crianças e jovens inigualável. Esse livro apresenta uma seleção dos melhores. É vero que os contos dela podem ser interpretados de inúmeras maneiras que os trabalham muito profundamente, porém, suas histórias são tão sutis e sensíveis que cativam qualquer criança, jovem ou adulto, por sua simples descrição e trama. Envolvidos na imaginação e na fantasia, com unicórnios, princesas, fadas e reis, esses contos dialogam com leitores de qualquer faixa etária, permitindo-nos um contato com a magia em que crianças tanto acreditam. Se você aprecia leituras curtas e fantasiosas ou conhece crianças que sonham e devaneiam com mundos de fadas, eles são ideais.

Uma Ideia Toda Azul, de Marina Colasanti

  • O Segredo do Vale da Lua (The Little White Horse) – Elizabeth Goudge: J.K. Rowling, autora da série Harry Potter, citou esta obra como uma de suas preferidas quando criança. Só essa informação já nos basta para compreendermos que deve ser maravilhosa. E é. Já para um público não tão jovem assim (eu recomendaria em torno de 10 anos, talvez), o livro conta a história de Maria Merryweather, uma órfã que vai viver com o “primo-tio” no Vale de Moonacre. Lá, ela encontra a história de sua família e mistérios começam a tomar forma diante dela, levando-a a perceber que pode ser capaz de quebrar uma maldição, uma rixa entre amores e famílias que assola a região e inviabiliza a felicidade plena no vale. Para isso, ela contará com uma pitada de magia… Leitura leve e fofa, transborda fantasia, sendo muito adequada ao público infantil.

  • O Jardim Secreto – Frances Hodgson Burnett: De verdade, do fundo do meu coração, esta sempre foi uma das minhas histórias preferidas, tanto a versão cinematográfica quanto o livro. Mas estamos aqui para falar de livros, então… Mary Lennox, uma criança malcriada e desagradável, acaba de ter seus pais ausentes vitimados por uma epidemia de cólera. Vê-se, portanto, forçada a viver com o carrancudo tio em Misselthwaite Manor, uma propriedade em Yorkshire – condado composto pelo cenário melancólico das charnecas no interior da Inglaterra. Na monotonia da região, ela encontra um antigo jardim, agora fechado, e descobre sua fascinação pelo cultivo das plantas e pela jardinagem. Admiravelmente, trava contato profundo e íntimo pela primeira vez com pessoas, não as tratando apenas como serviçais. Outras surpresas, porém, ainda estão por vir… Gritos agudos a acordam durante a noite e ela descobre que possui um primo doente e debilitado, escondido em seu quarto. Sendo tão mimado quanto ela, ambos tem de aprender a lidar com o outro e , aos poucos, seus temperamentos se abrandam. À medida que os dois primos mais o amigo Dickon, juntos, conhecem e passam a amar o jardim, tudo se transforma em suas vidas, e, talvez, o cenário não seja tão melancólico e tedioso quanto Mary pensava…
    Não é uma leitura particularmente mágica, como outras aqui presentes, mas a fantasia jaz na essência das personagens, na mudança e nas atitudes das crianças, estimuladas por um simples  e, de alguma maneira mágico, jardim. Não recomendo a leitura deste livro – recomendo a leitura e a releitura e esta de novo tantas vezes quanto forem possíveis. Acreditem, vale a pena. Ah, creio que seja aconselhável para leitores a partir de 9/10 anos, dependendo do quanto podem ou conseguem ler e digerir.

O Jardim Secreto, de Frances Hodgson Burnett

Há incontáveis outros livros infantis dignos de nota. De contos de fadas e fábulas a biografias voltadas para o público infantil, passando por títulos como: “Pippi Meialonga” de Astrid Lingren, “A Fada que tinha ideias” e “A Curiosidade Premiada” de Fernanda Lopes de Almeida; “A Morte tem Sete Herdeiros”, de Stella Carr e Ganymédes José;  os livros de Lygia Bojunga; “Linéia no Jardim de Monet”, de Christina Bjork e obras mais recentes, como “Diário de Um Banana”, de Jeff Kinley  e “Judy Moody”, de Megan McDonald,  as leituras destinadas a essa fase são ilimitadas e devem, sempre, ser incentivadas, uma vez que transmitem valores e princípios, permitindo a formação de um mundo melhor por parte das crianças. (Desculpem  o clichê, hehe, mas é verdade).

Resumindo, segundo o autor inglês G. K. Chesterson…

“Contos de fadas são mais que verdadeiros: não porque eles nos dizem que dragões existem, mas porque eles nos dizem que dragões podem ser derrotados” (G. K. Chesterson – tradução livre)

E vocês? Quais seus livros preferidos quando crianças? Deixem nos comentários! Adoramos ouvi-los, então, não se esqueçam, vocês tem uma voz e o direito de usá-la!

Sua etc.,

Ms Reads

Não esqueçam de curtir nossa página no Facebook!

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Livros mudam o mundo?

Livros mudam o mundo?.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Comprometo-me a ler a palavra impressa

Read the Printed Word!

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

Homenagens ao bicentenário de Dickens.

Er, olá, leitores… É possível que eu, er, tenha dito que o tempo de festividades dickensianas havia acabado, mas, er, achei algumas informações sobre o bicentenário, então, fica aí o link para quem não estiver cansado do Boz aqui no biblionphilia…

Homenagens ao bicentenário de Dickens..

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized