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Like a Boz!

Olá, queridos leitores!

Primeiro, perdoem-me o trocadilho no título, hehe… Simplesmente não resisti!

Like a Boz!

Aproveitando a semana Dickens aqui no biblionphilia, resolvi mostrar a vocês, leitores queridos, tudo o que tenho sobre Dickens. Ainda é uma coleção um tanto modesta, em comparação à quantidade de obras que Boz possui, mas espero expandi-la. Um fato interessante: quase tudo que tenho sobre Dickens ganhei de presente, então, utilizarei-me desse post como pretexto para agradecer àqueles que me deram os objetos na foto abaixo.

Absolutamente tudo que tenho relacionado a Dickens; livros, DVDs, um broche...

E vocês, o que têm de Dickens? Ou melhor, o que possuem de seus autores favoritos? É sempre bom colecionar artefatos relacionados àquilo que você gosta, e é ainda mais prazeroso poder compartilhá-los com outros fãs, portanto, compartilhem com o blog biblionphilia! Seria um prazer receber fotos, textos, vídeos, o que você quiser! Basta enviar um email para: biblionphilia@yahoo.com.br e compartilhar seu gosto com o blog!

Voltando a Charlie, hoje mesmo descobri um vídeo muito interessante (e fofo) sobre sua vida. É uma animação bem curtinha que sintetiza belamente a história fascinante de Dickens. Chequem abaixo, são menos de cinco minutinhos para conhecer o escritor.

Ah, não pensem que a semana acabou! Amanhã teremos enquetes e curiosidades de aniversário, aguardem!

Sua etc.,

Ms Reads

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Duzentinhos, hein?

Olá, queridos leitores!

Post rápido: parabéns, Charles! E obrigada por tudo que nos deixou, um legado não somente cultural, mas também moral. Obrigada pelas fantásticas e belas histórias, obrigada pelos carismáticos personagens, obrigada por sua vida fascinante.

Feliz Aniversário!

Parabéns, Boz!

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Esboços por Boz

Olá, queridíssimos leitores!

Como vão? Bom, para os que não sabem, estamos às vésperas de um evento que só acontece uma vez na vida: bicentenário do fantástico, maravilhoso, fenomenal, Charles Dickens.

Tinha pensado em iniciar esse post dando-lhes um breve resumo de sua vida, porém, ao começar a escrever, notei que seria impossível sintetizar a vida do homem, afinal, não comprei uma biografia de 400 páginas à toa! Basta que saibamos que ele nasceu a 7 de fevereiro de 1812 em Portsmouth, cidade na costa sul da Inglaterra e tornou-se um dos mais proeminentes escritores ingleses de todos os tempos, cujo legado foi inferior somente ao do dramaturgo William Shakespeare. (Não conseguindo ser totalmente imparcial em minha descrição, devo confessar, talvez até hereticamente, que prefiro Charles, embora não negue ou diminua a importância de Will.)

Charles Dickens, em uma posição muito favorável (ao meu ver, claro).

O que torna Charles uma personagem tão notável na literatura mundial, é o simples fato de que ele, através de suas belíssimas descrições, de sua narrativa peculiar e de seus eternos personagens, tornou-se a voz de uma era. E uma era de transformações. Para termos dimensão das mudanças ocorridas durante o período vitoriano (1837-1901), podemos simplesmente consultar qualquer um dos livros de Dickens (à exceção de “O Conto de Duas Cidades” e “Barnaby Rudge”), pois os enredos que ele cria situam-se justamente no âmago de toda essa nova civilização nascida no século XIX.

As mais salientes e relevantes realidades da época são a recém-formada sociedade industrial, com sua fumaça, poluição e hipocrisia; o trabalho infantil; as grandes dúvidas religiosas, tendo estabelecido-se o Darwinismo e o Agnosticismo científico; uma rápida transformação tecnológica; e mudanças nas ideologias políticas, pois é nesse momento que surge o marxismo, e o feminismo se fortalece, juntamente com a sindicalização e a democracia, etc.

Todos esses aspectos foram descritos por Charlie (perdoem-me a pseudo-intimidade) em seus livros, crônicas e contos. E de uma maneira magistral, pois não somente ele observava, como também ele vivia e tentava se adaptar àquela nova sociedade que poucos compreendiam. Ele satirizou o cientificismo vitoriano em “As Aventuras do Sr Pickwick”, ironizou a burocracia excessiva – um tema ainda bastante atual – em “Little Dorrit”, criticou as condições de trabalho em inúmeros de seus livros, bem como a justiça e a advocacia falhas da época, aspectos que ele via todos os dias quando trabalhava como repórter. Dickens também sofreu com a retenção de seu pai na prisão de devedores, Marshalsea, como Amy Dorrit. Dickens trabalhou, enquanto criança, em uma fábrica de polimento de sapatos, bem como David Copperfield. Resumindo, ele viveu cada um de seus personagens, que eram apenas desdobramentos do seu caráter, da sua história e da sua opinião.

Dickens e seus personagens eternizados por Robert William Buss

Biografias recomendadas:

Muito bem, vou citar algumas biografias de Dickens, em vários formatos, para agradar a todos os gostos de leitor.

  • Charles Dickens – A Life: escrita pela renomadíssima biografista Claire Tomalin, essa obra recém-lançada está me parecendo muito boa até agora. É fácil de ler e é muito explicativa, cheia de detalhes. Englobou muita pesquisa por parte da autora, com certeza. Um ponto negativo, porém, é que não foi traduzida ainda, embora eu acredite que deva ser logo, logo;
  • Charles Dickens : Escrita por Paul Shipton, essa é uma obra para crianças, da editora Penguin. É curtíssima, sem, contudo, ignorar os fatos significativos. Possui belas figuras.
  • O Homem que Inventou o Natal: de Les Standiford, essa obra foca em um aspecto revolucionário da vida de Dickens: ele reinventou as celebrações natalinas, dando um significado de esperança ao espírito natalino em meio à insensível realidade industrial. Estou muitíssimo ansiosa para lê-la.

Ah, a biografia da Wikipédia não é ruim, embora seja bem resumida, obviamente.

Pois bem, para celebrarmos de forma integral o seu aniversário, podemos checar vários sites, como o do Dickens Museum, ou o site especial do bicentenário, o Dickens 2012. O parque temático em sua homenagem em, o Dickens World também é bem interessante e estará especialmente aberto amanhã. Você também pode baixar o aplicativo Dark London para iPhone e iPad, uma graphic novel de histórias tirada do livro “Retratos Londrinos” (“Sketches by Boz” em inglês, daí o título do presente post), narrada por ninguém menos que Mark Strong, o ator que faz o vilão de “Sherlock Holmes”, “Robin Hood”, “A Jovem Rainha Vitória” e “Stardust”. Ele tem uma voz sensacional e o aplicativo é ótimo! Além disso, houve uma reportagem no jornal “O Globo” ontem sobre a exposição do bicentenário em Londres, que vocês podem checar aqui e uma matéria na revista da Tam que vocês podem ler nesse link, na edição cuja capa é o comediante Marcos Mion, p. 26.

Mark Strong gravando a narração de Dark London

Mas, meus leitores queridos, principalmente, não se esqueçam de que um clássico é feito clássico por seus leitores, então faço um apelo: LEIAM DICKENS, POR FAVOR! Deem uma chance ao homem, porque, eu garanto, vocês podem acabar gostando. E espero que vocês possam amá-lo tanto quanto eu.

Sua etc.,

Ms Reads

P.S.: Dedicarei essa semana a Dickens, então aguardem mais novidades sobre Boz…

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Xeque-Mate

Olá, queridos leitores! (se ainda houver algum, hehe)

Como vão passando? Espero que bem.

Bom, finalmente vamos ter mais uma resenha! Ao som sempre infalível de Legião Urbana e Capital Inicial, resolvi escrever sobre uma obra que li ainda ano passado: “O Enigma do Oito”, escrito pela americana Katherine Neville em 1988.

Capa do livro, pela editora Rocco

O título do post é um tanto clichê (mas eu estava sem imaginação, perdoem-me), uma vez que a trama principal da história é justamente a do lendário Xadrez de Montglane, um magnífico serviço completo de xadrez dado pelos mouros a Carlos Magno. (Bom, “lendário” seria o termo usado no livro, porque tal jogo é uma invenção da autora… ;D) O xadrez é um artefato que, por gerações, séculos e até milênios, provocou fascínio nas personalidades mais interessantes em que você puder pensar, e também em anônimos nos quais você não poderia ousar imaginar (obviamente, porque são anônimos). De Catarina, a Grande, a czarina russa, ao francês Cardeal Richelieu, incontáveis famosos procuraram e caçaram o segredo do jogo, que, dizia-se, conferia poderes extraordinários àqueles que o possuíssem. Para sua proteção, Carlos Magno escondeu as peças na pequenina Abadia de Montglane, na França, onde permaneceu até certo momento da nossa história… Falaremos sobre isso daqui a pouco.

Xadrez de St Louis, tão ornamentado quando o de Montglane

Dois enredos acompanham a história do Xadrez, de forma intercalada e inextricável.

O mais antigo remonta ao limiar da Revolução Francesa (deu para notar que eu gosto de romances ambientados nessa época, né?), mostrando-nos a vida de Mireille e sua prima, Valentine, duas freiras da Abadia de Montglane encarregadas de proteger algumas das peças do Xadrez e servir de apoio a outras freiras na mesma situação. Elas foram obrigadas a dispersar-se da Abadia pois as peças estavam na mira do Bispo de Autun, ninguém menos que Maurice Talleyrand, o político francês influente durante todo o período antes, durante e depois da Revolução. As primas, então, abrigam-se com o Tio David, em Paris. (O tio é o verdadeiro Jacques-Louis David, que pintou o próprio Napoleão várias vezes). Durante a estada em Paris, Valentine é morta pelo cruel Marat, (isso mesmo, o inflamado jornalista revolucionário), e Mireille envolve-se com Talleyrand, engravidando. A essa altura, embora ele já esteja intensamente apaixonado pela moça, ela o deixa, atrás de mais informações sobre o Xadrez, empreendendo viagens a Rússia, Inglaterra, Egito…

O outro enredo situa-se na década de 1970, quando a especialista em computadores, Cat Velis, após presenciar inúmeros incidentes no mínimo estranhos no mundo do xadrez profissional, é enviada por sua empresa à Argélia, a fim de trabalhar em projetos relacionados a petróleo. Nem lá, porém, ela estará a salvo de todas as situações suspeitas que viveu em Nova Iorque. O renomadíssimo enxadrista soviético Alexander Solarin, que sempre aparece nas piores horas, parece gostar dela; os agentes do governo argelino agem de forma estranha e sua amiga, a rica jogadora de xadrez Lily, aparece em meio ao deserto para aumentar a confusão. Cat, sem seu consentimento, se vê presa em um jogo de xadrez; em um esquema para encontrar o Serviço de Montglane. Todos parecem estar envolvidos nesse complô e Cat, ocupando uma posição chave no jogo, não sabe exatamente em quem pode confiar.

Bom, até aí, as tramas parecem paralelas e desassociadas, ligadas apenas pelo Xadrez de Montglane. Entretanto, uma está profundamente atrelada a outra de forma muito surpreendente.

Minha opinião: o livro é muito bom, pois seu enredo é altamente envolvente e as personagens são cativantes. É muito difícil não se afeiçoar a Cat, Mireille ou mesmo a Maurice (o que achei chocante, porque jamais pensei que o chamaria pelo primeiro nome ou mesmo que gostaria dele, rsrs). Além disso, pouquíssimas vezes li uma obra tão bem engendrada. A autora conseguiu, magistralmente, encaixar seu enredo a personagens e acontecimentos reais ou factíveis, parecendo que todo o desenrolar dos fatos históricos foi, de alguma forma, provocado pelo Xadrez de Montglane.

Mas, acima de tudo, achei muito interessante e engraçado cruzar com personalidades históricas tão enfáticas e marcantes quanto Napoleão, Robespierre, Marat, Talleyrand, Bach, a Czarina Catarina, Delacroix ou mesmo o ex-ditador líbio, Muamar Kadaffi, que estava no auge de seu poder nos anos 1970 (e em plena Guerra civil quando eu li o livro.)

A famosa pintura de Delacroix,

Tenho apenas uma crítica à obra. Achei o final um tanto rápido, utilizando-se de um Deus ex Machina, ou seja, de uma solução repentina que resolve o problema. Pode ter sido só impressão, mas fiquei pensando que um livro tão bem desenvolvido poderia ter um final mais elaborado.

De qualquer forma, super recomendo a leitura dessa história maravilhosa. É fácil de ler e díficil de largar!

Sua etc,

Ms Reads

P.S.: Não esqueçam de ler algo de Charles Dickens! Seu bicentenário se aproxima…

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Entre Sebos & Páginas Amareladas

Olá, queridos leitores!

Arranjei algumas horas para postar uma coisinha à toa obre a qual vinha pensando há algum tempo. Não, infelizmente não haverá resenhas hoje, embora eu já tenha algumas ideias para futuras postagens…

Hoje vou contar a vocês sobre uma excelente aquisição que fiz em julho do ano passado. Lá estava eu, dando uma olhada no Facebook, quando resolvi procurar uma página sobre Charles Dickens para curtir dentro de “Livros Preferidos” Ao curtir tal página, deparei-me com um leilão no eBay: lance inicial de £0,99 por uma edição original do século XIX do livro “Um Conto de Duas Cidades”. Não é nem preciso comentar o quão animada eu fiquei, logo partindo para cobrir o primeiro lance. Acho desnecessário contar os pormenores da situação, basta que saibam que fechei o leilão em £6. Os segundos finais foram absurdamente tensos!! Usando a internet do celular, pois estava num restaurante, fiquei monitorando o site para me assegurar de que ninguém cobriria o meu lance. O alívio, que senti quando li aquelas palavrinhas em verde: “Congratulations! You’ve won!” é indescritível.

Algumas semanas depois, o livro chegou a minha casa. Quase surtei! A emoção de segurar um livro tão antigo é muito intensa. É um exemplar de capa dura vermelho, razoavelmente pequeno, com as figuras originais! E ainda há uma inscrição a lápis no alto da primeira página que ainda não consegui decifrar…! (Espero, infantilmente, que seja algo secreto ou misterioso…)

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Em uma outra ocasião, encontrei uma edição da década de 1960 de outro livro do Dickens, “As aventuras do Sr. Pickwick”. Como estivesse num sebo, acabou sendo uma verdadeira pechincha: R$17,00!

Ou seja, por meio desta, faço uma apologia aos sebos: comprem neles! Há uma variedade muito maior de livros e por um preço muito mais acessível! Além de existirem muitos sebos por aí, apenas esperando para serem descobertos…! No Rio de Janeiro, alguns dos melhores se encontram no Centro da cidade e há uma infinidade de lojas virtuais de livros usados que possuem ainda mais opções. E, como os livros não são objetos muito pessoais, como roupas, não há qualquer problema higiênico que nos faça evitar comprá-los usados.

Despeço-me de vocês por um tempo indefinido,

Sua etc.,

Ms Reads

P.S.: Logo, logo, teremos um post especial sobre Dickens, (o Charlie), pois, nesse fevereiro, é seu bicentenário! Parabéns adiantado a esse gênio!

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Feliz Natal!

Que o espírito natalino renove nossas esperanças para o futuro, fazendo-nos perdoar o passado e valorizar o PRESENTE, não importando nossa tradição. O Natal, embora no cerne uma data cristã, é uma ocasião mundial e democrática para que repensemos nossos calores e estendamos a mão a quem precisa mais do que nós. É tempo de caridade e, principalmente, ESPERANÇA.

Feliz Natal!!

P.S.: Como estamos ainda em período natalino, acho indispensável a leitura de “Um Conto de Natal”, renomadíssimo livro do mestre Charles Dickens. É realmente uma obra agradável e impecavelmente escrita, nos proporcionando, em palavras, a beleza do rito e do espírito natalinos. Além, é claro, de o livro ter revolucionado a tradição e o significado do Natal, que estavam há muito esquecidos durante o século XIX. Desculpem, não deu tempo de fazer uma resenha completa… 😦

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"Essa verdinha precisa de um lar."

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