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Eventos Literários!

Olá, queridos leitores!

Bom, hoje vamos dar deixar os romances de lado e mudar de assunto. Não se preocupe: é só colocar o marcador de livro e depois voltar a ler. (O marcador, não a aba, por favor…)

Durante esse rápido ano de 2011, estive presente em alguns eventos literários e observei a literatura em locais variados, para que, hoje, pudesse dizer a vocês o que pude apreender de minhas pesquisas. [Como não sou expert nisso, minhas informações podem não estar corretas ou podem ser fruto de total parcialidade do meu olhar, então sintam-se livres para discordar e apresentar suas próprias opiniões.] Vamos, então, dar início a esse relato.

1. A volta dos clássicos

Clássicos serão para sempre clássicos e, por isso, serão continuamente lidos e relidos. Mas, mesmo assim, é possível notar que a leitura de clássicos, de uma maneira geral, parece muito restrita a ambientes acadêmicos, afinal, não há muito, ou quase nenhum, investimento em propaganda nesse setor. De qualquer forma, notei uma mudança nessa situação, mudança essa, aliás, muito bem-vinda.
Cada vez mais, tenho visto edições e re-edições de clássicos perdidos que atraem a atenção do leitor, levando-o a livros consagrados pela história e esquecidos pelo tempo. Em uma loja de roupas nos EUA, encontrei, a um preço acessível, as mais lindas e estilizadas versões de algumas obras, que agora são vendidas também na multinacional Fnac.
Em uma das melhores livrarias americanas, deparei-me com compilações absolutamente estonteantes de autores mais que renomados, como Júlio Verne, Charles Dickens, Jane Austen, Bram Stoker, Homero… Compilações muito semelhantes são vendidas em lojas como a Fnac, a Saraiva e a Livraria Cultura, algumas custando menos que R$40,00!!! Há ainda edições mais modernas, assinadas pelo ilustrador Ruben Toledo, que adquirem um ar mais soturno e jovial, à venda também na Livraria Cultura. Além, é claro, das eternas edições de bolso, da L&PM, da BestBolso e da CRW Publishing, encontradas em qualquer livraria.

Algumas destas edições fantásticas que atraem novos e velhos leitores para os clássicos

2. Os Best-Sellers

Acredito que todos nós temos alguma noção dos livros mais em voga atualmente. E, na maioria das vezes, esses livros seguem um padrão. Por exemplo, é difícil não reconhecer a quantidade assombrosa de vampiros pendurados nas estantes aguardando a chegada da noite, ou dos leitores. Estes livros têm grande mérito, pois fizeram inúmeras pessoas agarrarem-se a eles. Não posso dizer que sejam o meu gênero preferido, confesso que outras criaturas fantásticas me atraem mais, como elfos, hobbits, dragões ou mesmo vampiros clássicos, mas isso é somente a minha opinião e “livros são livros, e, portanto, sagrados”. (Gunter Grass). Logo após a explosão de vampiros no mercado, anjos asseguraram seus lugares nas prateleiras e admito ainda não ter me aventurado por esses mares, ou esses céus. (Desculpem as piadinhas, hehe). Ainda na categoria infanto-juvenil, encontramos várias fusões mitológicas, que trazem ao século XXI lendas, deuses, crenças e tradições de tempos longínquos. E os bruxos, é claro, como já mencionamos em um post passado. Posso dizer que prefiro esses aos demais..! Mas, novamente, isso é apenas a minha opinião e estamos aqui para dados hoje.

Citando nomes…: Harry Potter (J.K. Rowling); Percy Jackson e os Olimpianos (Rick Riordan); a Saga Crepúsculo (Stephenie Meyer); a Série Sussurro (Becca Fitzpatrick); As Crônicas de Kane (Rick Riordan); Diários de Vampiro (L.J. Smith); entre outros

Alguns dos mais famosos na categoria Infanto Juvenil

Com tramas um pouco mais amadurecidas, romances a la Nicholas Sparks também ocupam grande espaço no mercado literário, pois atraem (principalmente) mulheres de todas as idades. “Querido John”; “Diário de Uma Paixão”; “Noites de Tormenta” e “A Última Música” são um sucesso com o público feminino, além de contarem com a celebridade de seus filmes. Mas nem só de Nicholas Sparks sobrevive o romance. Livros como “Um Dia” de David Nicholls” e “Água para Elefantes” (Sara Gruen), ambos com adaptações para o cinema, são bastante difundidos hoje em dia. Admito: coisas piegas são ótimas de vez em quando, pois nos distraem e nos fazem sorrir com suas passagens melosas. Leituras despretensiosas (quando nós não as lemos com pretensão, embora não se possa dizer o mesmo sobre os autores quando as escreveram..) são realmente necessárias ocasionalmente.

Algumas das obras de Nicholas Sparks

De maneira geral, salvo algumas exceções, os livros de maior sucesso são aqueles cujos enredos são levados às telas, uma vez que as pessoas tendem a comprar e ler obras para poder assistir às suas adaptações depois. Não vejo nenhum mal nisso. Aliás, acho uma modalidade igualmente válida de leitura. Então, não se envergonhe se você já leu um livro por causa de um filme! Não há nada de errado nisso, até porque, se foi adaptado para as telas, o livro deve ser bom, não é?

3. Eventos Literários

Compareci a alguns eventos literários durante esse ano e gostaria de compartilhar minhas experiências com vocês.

  • No começo de setembro, estive na XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Embora o evento estivesse um tanto cheio, foi uma ótima oportunidade para observar a grande saída dos best-sellers acima, bem como a exposição de inúmeras obras desconhecidas que obtêm uma chance única de serem reconhecidas. Muitas editoras pequenas e sem muita fama estavam apinhadas de pessoas cavando para descobrir verdadeiros tesouros enterrados em pilhas de papel. É um evento maravilhoso, espero que a edição de 2013 chegue logo!
  • Também no meio do ano, tive a oportunidade de estar presente na inauguração da primeira Livraria Cultura do Rio de Janeiro. Meu queixo caía a todo o momento. Edições e mais edições de todos os livros que eu amo, livros e mais livros que eu nunca havia ouvido falar, seções e mais seções de clássicos… Fiquei abismada. Eles possuem uma ótima coleção de literatura brasileira, as mais belas edições de algumas obras, muito material específico… Fantástico!

AVISO: Embora livrarias e editoras tenham sido citadas nesse post, o blog NÃO tem fins lucrativos ou comerciais, nem é afiliado que qualquer uma dessas empresas, não possuindo, portanto, qualquer direito autoral sobre qualquer obra mencionada. Também NÃO é o objetivo do blog fazer qualquer tipo de propaganda sobre os livros discutidos.
Sua etc.,

Ms Reads

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Love is in the air… (Clichê, não?)

Olá, queridos leitores!

Mais uma vez, devo me desculpar pela inconstância com que escrevo. Já que, porém, não adianta chorar as páginas rasgadas, vamos seguir como se nada houvesse acontecido (ou como se houvesse acontecido algum post).

Muito bem, os próximos posts serão dedicado aos romances, dos folhetins mais melosos às histórias de amor mais heroicas e épicas. Não posso, nem ousaria dizer que sou uma ávida leitora desse gênero, até porque me iniciei nele há pouco tempo, mas desde que comecei a me aventurar por esses mares, confesso que me apaixonei por vários livros… Romances são altamente contagiosos, não acham? Bom, nesse post, vou citar aquele de que mais gosto, que considero um ótimo início para se gostar de narrativas românticas.

1. Orgulho e Preconceito

É uma verdade universalmente aceita que mencionar esse título sob qualquer circunstância já leva qualquer leitor a uma esfera completamente diferente. À época dos bailes, do forte senso de decoro, da distinção por classe social… Enfim, a todos os elementos que auxiliam na composição de um romance digno de ser lido. Essa obra foi escrita em 1797 e publicada em 1813, pela nossa querida Jane Austen (lembram-se dela do post Jane Austen?), e é, até hoje, um dos livros mais lidos e difundidos pelo mundo.

Uma das inúmeras edições da obra

O enredo do livro é absolutamente cativante, mesmo resumido como está: Elizabeth Bennet é uma jovem moça com rígidas noções sobre o certo e o errado e de origem simples, que se vê presa em uma sociedade que não pode lhe proporcionar qualquer prazer, onde reina a impropriedade e a indecência. Chegam, então, ao condado onde mora, dois cavalheiros solteiros de boa fortuna e berço: Bingley e Darcy. O primeiro imediatamente se apaixona por Jane, irmã de Lizzie, que retribui o sentimento. O último olha com superioridade toda a sociedade local. Nossa heroína detesta o homem desde o início. Chega, também, ao local, um regimento de militares, no qual se encontra o Sr. Wickham, charmoso e amável, que, logo se percebe, compartilha de algum passado com o orgulhoso Sr. Darcy. Presunçosamente, Darcy dirige sua paixão a Elizabeth, que recusa com desdém sua proposta de casamento. Amargurado e incrédulo, ele lhe escreve uma carta e várias verdades são reveladas. Quando se encontram novamente, na propriedade de Darcy, Permberley, ele age de forma mais humana e afável, conquistando a boa opinião de Lizzie. Vários percalços, porém, serão colocados no caminho dos dois. Será que uma fuga, um casamento imprudente, e a censura da sociedade conseguirão pôr fim ao sentimento, agora mútuo, dos dois? Seriam os defeitos dos dois obstáculos a serem transpostos? Valeria a pena lutar contra as diferenças sociais por amor? Todas essas e outras questões são colocadas para que o leitor reflita sobre um mundo que despreza sentimentos, denunciando os valores imorais que, até hoje, envenenam a nossa sociedade. E é por isso que essa obra continua a ser redescoberta por novos leitores, lida e relida todos os dias. Porque, mesmo tendo se passado 200 anos, ela continua atual, a mente humana continua a funcionar da mesma forma, os mesmos “defeitos de caráter” continuam corrompendo nossa sociedade, além de o Sr Darcy manter-se como um partido e tanto… (*Suspiro* Todas amamos o Sr. Darcy)

As personagens principais, Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy

Recomendo a qualquer um que goste de ler, não importa idade, sexo ou gosto. O estilo literário é incrível e a humanidade nas palavras da autora é emocionante. Todas as outras obras de Jane são dignas de atenção, aconselho ler todas! (Emma, Persuasão, A Abadia de Northanger, Razão & Sensibilidade e Mansfield Park).

Qual será o romance depois desse? Será que iremos gostar? Tudo isso e mais no próximo post! Não percam…

Sua etc,

Ms Reads

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Jane Austen

Olá, meus queridos leitores,

Desculpem-me pelo atraso… Estive ocupada lendo!

Hoje vamos falar sobre uma autora inspiradora, que, infelizmente, é um pouco negligenciada pelos jovens de hoje: Jane Austen! Não especificarei, por ora, nenhuma de suas obras, mas penso ser importante destacar que quatro de seus livros encontram-se na lista de 1001 livros para ler antes de morrer. E isso não é pouca coisa!
Bom, gostaria de dizer a vocês, meninas, que os romances de Jane são simplesmente fantásticos, então, se vocês gostam de historias de amor, seus livros são ótimas alternativas aos melosos romances atuais (dos quais eu até gosto também, notem).

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Comecemos com o fato de qualquer romance escrito hoje, provavelmente, ter como fonte de inspiração uma das fórmulas de Austen, mesmo que você não saiba disso. Confira abaixa algumas de suas principais “receitas”:

1) Orgulho e Preconceito: típica história em que a mocinha se apaixona pela pessoa que mais detesta. (Como é minha preferida, você pode ter certeza de que terá um post só para ela!)
2) Emma e Mansfield Park: histórias básicas em que a mocinha se apaixona pelo melhor amigo.
3) Persuasão: bela história de antigos amores se re-encontrando.

etc, etc, etc…

Em suma, os livros de Jane são a base de todo o romance que hoje suspiramos ao ler ou assistir.

Mas Jane tem outro aspecto muito especial em suas novelas: os mocinhos! Não é difícil encontrar pessoas que logo associam seus romances ao nosso querido sr. Darcy! Ou que tal ao sr. Knightley? O que quero dizer é que um elemento marcante de suas histórias é o mocinho maravilhoso, ideal ao final do livro, que até hoje, pode ser considerado o protótipo de um homem perfeito! (Ao menos para as mais românticas…)

Seriamente, agora, as histórias dessa escritora fantástica apresentam um retrato cômico e uma crítica à sociedade da época (fim do séc XVIII, início do XIX), expondo valores como a hipocrisia, interesses mesquinhos, petulância, frivolidade, etc, ao julgamento do mundo e enaltecendo princípios como o amor, a pureza, igualdade, e até, limitadamente para os dias atuais, mas extremamente vanguardista para a época, o feminismo, o que abre espaço para que as mocinhas de Jane tenham atitude, em oposição ao machismo dominante na sociedade do período.

Importantíssimo: por integrarem o invejável grupo dos livros que pertencem ao domínio público, essas obras estão sempre se renovando e reciclando, através de filmes, séries, paródias… Então, diferentemente dos livros atuais cujos autores ou famílias ainda detêm os direitos de publicação, as novelas de Jane dificilmente se esgotarão, havendo sempre novidades.

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Sua etc,

Ms. Reads

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