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Love is in the air… Parte IV

Olá, queridos leitores!

Como está a vida, leitor? Espero que boa com As Festas chegando… 🙂 Muito bem, vamos a outro romance? Esse será o último dessa série por um tempo, já que há outros estilos literários nos esperando!

4. Mar Morto

Vamos agora deixar para trás aquele terreno sólido e decoroso dos romances ingleses escritos por mulheres no século XIX, e passar para um cenário completamente diverso, a Bahia do século XX, a Bahia de Jorge Amado. “Mar Morto”, escrito por Jorge Amado em 1936, é um livro sobre os homens do mar, um romance e uma crítica. Talvez seja até mais uma crítica e uma representação da sociedade que um romance, mas é impossível não se apaixonar pela história de amor dos protagonistas.

Capa de uma das edições do livro

Guma, criado pelo tio, nasceu e cresceu no cais, conhecendo os mares como poucos e aceitando, resignado, o destino de todo homem do mar: a morte por Iemanjá, nas águas traiçoeiras do oceano. Talvez o segundo grande amor de Guma tenha sido a própria Iemanjá, que, como escreveria Jorge Amado, é esposa e mãe de todos os marinheiros. Mas, embora tenha tido amantes, dentre elas a famosa no cais, a determinada e forte Rosa Palmeirão, Guma nunca mais foi o mesmo após ver Lívia. Ao ter contato com seus olhos pela primeira vez, Guma soube que ela haveria de ser dele. Lívia era uma moça da cidade e havia sido criada para um futuro muito melhor que o de esposa de marinheiro, aquela mulher que aguardava todos os dias pelo momento em que ouviria falar da morte do marido. Mas Lívia também amou Guma desde o primeiro momento e, após fugir com ele em uma tempestade para uma ilha “amaldiçoada”, os dois se casaram. Juntos, tiveram um filho e, embora Lívia amasse muito ao marido, vivia envolta no medo de perdê-lo. Eventos de natureza sigilosa, porém, acontecem, podendo colocar a pequena e feliz família em risco…

Saveiro, meio de transporte e sustento de Guma (Barco de dois mastros, que se destina à pesca ou ao transporte de mercadorias.)

É difícil bolar questões, como no final de todos os livros que citei até agora na série Romances, para este livro. Não posso começar a escrever: Que são esses eventos devastadores? Qual a sua consequência para a vida das personagens? Viveria Lívia para sempre engolfada em seus receios? Perceberia Guma que era mais saudável para sua família afastar-se do mar? Poderia o amor dos dois vencer barreiras, etc, etc? Essas interrogações não fazem sentido algum, pois, brilhantemente, Jorge Amado nos faz saber o final do livro já no primeiro capítulo, e, ainda sim, torna-se necessário ler toda a obra para entender o que já sabíamos desde o princípio.

O desfecho do livro é absolutamente lindo, emocionante e inspirador, podendo nos tocar e/ou nos fazer refletir. Recomendo a obra a todo aquele que quiser uma leitura mais original, um clássico que não é bem um “grande” clássico; a todo aquele que desejar ler uma história interessante e magistralmente escrita. Apenas advirto: é um livro pesado, tanto pela temática, que requer maturidade, quanto por sua abordagem e construção, uma vez que a linguagem e a estruturação das frases não são das mais simples.

Espero que gostem!

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Sua etc.,

Ms Reads

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