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Love is in the air… (Clichê, não?)

Olá, queridos leitores!

Mais uma vez, devo me desculpar pela inconstância com que escrevo. Já que, porém, não adianta chorar as páginas rasgadas, vamos seguir como se nada houvesse acontecido (ou como se houvesse acontecido algum post).

Muito bem, os próximos posts serão dedicado aos romances, dos folhetins mais melosos às histórias de amor mais heroicas e épicas. Não posso, nem ousaria dizer que sou uma ávida leitora desse gênero, até porque me iniciei nele há pouco tempo, mas desde que comecei a me aventurar por esses mares, confesso que me apaixonei por vários livros… Romances são altamente contagiosos, não acham? Bom, nesse post, vou citar aquele de que mais gosto, que considero um ótimo início para se gostar de narrativas românticas.

1. Orgulho e Preconceito

É uma verdade universalmente aceita que mencionar esse título sob qualquer circunstância já leva qualquer leitor a uma esfera completamente diferente. À época dos bailes, do forte senso de decoro, da distinção por classe social… Enfim, a todos os elementos que auxiliam na composição de um romance digno de ser lido. Essa obra foi escrita em 1797 e publicada em 1813, pela nossa querida Jane Austen (lembram-se dela do post Jane Austen?), e é, até hoje, um dos livros mais lidos e difundidos pelo mundo.

Uma das inúmeras edições da obra

O enredo do livro é absolutamente cativante, mesmo resumido como está: Elizabeth Bennet é uma jovem moça com rígidas noções sobre o certo e o errado e de origem simples, que se vê presa em uma sociedade que não pode lhe proporcionar qualquer prazer, onde reina a impropriedade e a indecência. Chegam, então, ao condado onde mora, dois cavalheiros solteiros de boa fortuna e berço: Bingley e Darcy. O primeiro imediatamente se apaixona por Jane, irmã de Lizzie, que retribui o sentimento. O último olha com superioridade toda a sociedade local. Nossa heroína detesta o homem desde o início. Chega, também, ao local, um regimento de militares, no qual se encontra o Sr. Wickham, charmoso e amável, que, logo se percebe, compartilha de algum passado com o orgulhoso Sr. Darcy. Presunçosamente, Darcy dirige sua paixão a Elizabeth, que recusa com desdém sua proposta de casamento. Amargurado e incrédulo, ele lhe escreve uma carta e várias verdades são reveladas. Quando se encontram novamente, na propriedade de Darcy, Permberley, ele age de forma mais humana e afável, conquistando a boa opinião de Lizzie. Vários percalços, porém, serão colocados no caminho dos dois. Será que uma fuga, um casamento imprudente, e a censura da sociedade conseguirão pôr fim ao sentimento, agora mútuo, dos dois? Seriam os defeitos dos dois obstáculos a serem transpostos? Valeria a pena lutar contra as diferenças sociais por amor? Todas essas e outras questões são colocadas para que o leitor reflita sobre um mundo que despreza sentimentos, denunciando os valores imorais que, até hoje, envenenam a nossa sociedade. E é por isso que essa obra continua a ser redescoberta por novos leitores, lida e relida todos os dias. Porque, mesmo tendo se passado 200 anos, ela continua atual, a mente humana continua a funcionar da mesma forma, os mesmos “defeitos de caráter” continuam corrompendo nossa sociedade, além de o Sr Darcy manter-se como um partido e tanto… (*Suspiro* Todas amamos o Sr. Darcy)

As personagens principais, Elizabeth Bennet e o Sr. Darcy

Recomendo a qualquer um que goste de ler, não importa idade, sexo ou gosto. O estilo literário é incrível e a humanidade nas palavras da autora é emocionante. Todas as outras obras de Jane são dignas de atenção, aconselho ler todas! (Emma, Persuasão, A Abadia de Northanger, Razão & Sensibilidade e Mansfield Park).

Qual será o romance depois desse? Será que iremos gostar? Tudo isso e mais no próximo post! Não percam…

Sua etc,

Ms Reads

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